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TV Digital na Campus Party VI | DATAPREV Prova de interatividade da TV Digital

Por Agente Digital AOC   |   2 de fevereiro de 2010   |  1 Comentário

Olá, pessoal!

Dando continuidade às transcrições das palestras sobre TV Digital na Campus party, vou falar um pouquinho sobre a palestra de Marco Antonio Munhoz (Gestor do projeto “TV Digital – Social” da UDSL – Unidade de Desenvolvimento de Software Livre da Dataprev) que apresentou a DATAPREV e mostrou, na prática, o conceito de interatividade na TV Digital.

Demonstração da aplicação

- Agora você vai poder interagir com um programa. Mas como? Com o controle remoto você vai poder realizar interações como serviços pela TV da Previdência Social, Ministério do Trabalho e Emprego entre outros. Um exemplo é saber a agência da Previdência mais próxima digitando o seu CEP.
- Existe mais de uma forma de interagir. A interatividade local em que você interage e sua TV e traz informações de forma local, sem acessar a internet. Já quando há a necessidade do uso da internet a interatividade é denominada plena.
- É importante lembrar que programar pra TV Digital não é a mesma coisa do que programar para web, principalmente na questão do design.
- A questão de conteúdo é fundamental na TV Digital.

Alguns conceitos

TV Digital > Além da transmissão de áudio e vídeo em alta definição, ela também permite a transmissão de dados. Ela deixa de ser passiva para ser ativa, os telespectadores poderão interagir votando, consultando serviços, etc.
Alta definição> Ela aumenta o campo de visão da imagem. Capta o quadro bem maior do que nas TVs convencionais (imagem 16:9, como já falamos aqui). Alta qualidade de imagem. Em São Paulo, 12 emissoras já transmitem em alta definição.
Sinal digital> Provavelmente substituirá o sinal analógico em 2016. Possibilita transmissões sem chuvisco e falhas até para dispositivos móveis através do 1-seg. Para recebê-lo é necessária a antena UHF e um conversor digital.
SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) > Tem como objetivo:
• Promover a inclusão social;
• Criar a Rede Universal de Ensino a Distância;
• Estimular a pesquisa e o desenvolvimento;
• Estabelecer modelos de novos negócios.
Interatividade> O canal de interatividade ou canal de retorno pode seguir 17 tipos como pela internet, SMS, DSL, etc. O governo ainda não escolheu um definitivo e não decidiu se vai ser gratuito ou não.
Sistemas de TV Digital
• Americano, europeu e japonês.
• O sistema brasileiro é um dos melhores do mundo, um diferencial dele em relação ao americano por exemplo é a existência do 1-seg gratuito.
• A parte de modulação é baseada no sistema japonês.
• O H264 é uma implementação do sistema brasileiro que tem melhor armazenamento, compactação e taxa de transmissão de áudio de vídeo.
• O Ginga é responsável pela interatividade.

Desenvolvimento

• O Ginga é um software livre, funciona em Linux, MAC e Windows.
• O Sistema Brasileiro já está expandindo para outros países da América Latina como Argentina, Venezuela, Chile e Peru.

Linguagens de programação

• Declarativas NCL e HTMLX.
• Imperativas LUA e Java.

Ambiente de desenvolvimento

Utilização de ferramentas livres:

• Sistema operacional Linux;
• Ginga, NCL e Lua;
• Vmware (set top box);
• Eclipse com plugin NCL;
• Live CD Ginga.

NCL

• Suporte à sincronização > sincronização baseada na estrutura e suporte ao canal de retorno;
• Suporte a múltiplos dispositivos;
• Suporte à adaptação do conteúdo e da apresentação;
• Suporte à edição ao vivo.

Lua

• É utilizada para quem precisa fazer uma linguagem procedural. Lua ou Java são os indicados para esse caso.
• Software livre.
• Vários jogos utilizam Lua.

Objetivos gerais do projeto

• Foco social. Eles querem que as pessoas consigam acessar um serviço gratuito na TV sem a necessidade de utilizar um computador. Criar algo que seja útil para essas pessoas, pois 98% da população tem TV, mas somente 20% da classe menos favorecida tem computador.
• Pegar alguns serviços mais simples e desenvolver interfaces novas. Não é necessário desenvolver novos sistemas. Eles já existem lá mas precisam ser integrados à TV.

Objetivos específicos do projeto

• Buscar conhecimento do mercado.
• Estudo de casos de outras empresas. Divulgar essa nova cultura internamente e externamente.

Pra quem quiser assistir à palestra completa do Marco Munhoz, segue abaixo:

Por hoje é só pessoal!
Espero que vocês aproveitem a transcrição e fiquem à vontade para comentar.

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Leia também outros posts sobre TV Digital na Campus Party:

. Parte I: Palestra de Valdecir Becker | Inovação e Acessibilidade na TV Digital

. Parte II: Palestra Marcelo Zuffo | Inovação e Acessibilidade na TV Digital

. Parte III: Palestra Cossete Castro | O que muda na Comunicação Social com a TV Digital?

. Parte IV: Palestra de Andre Pase | O que muda na Comunicação Social com a TV Digital?

. Parte V: Palestra de Luis Fernando Gomes Soares | TV Digital e Ginga: Oportunidades para o Brasil


Grande abraço,
Agente Digital AOC.

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